Ela ainda lembra dos momentos em que ele esteve por perto; do quanto eles se entendiam, se completavam, se admiravam, se gostavam. Lembra-se de quando seus olhos se cruzavam com os dela e percebia que se perdiam em meio a tanto carinho que um só olhar era capaz de expressar. Lembra-se das palavras que às vezes escapavam, como: "É você quem eu amo." E no mesmo instante, risos e desculpas esfarrapadas tipo "zuera hahaha" já era o bastante pra eles se enganarem, ou melhor, pra fingir que acreditavam nisso, porque no fundo eles sabiam que havia entre eles aquela coisa linda que existe entre os casais aí a fora. O único problema é que eles não foram, não foram e nunca vão ser um casal. Porque seus mundos são tão diferentes, que ela olha pra ele , o conhecendo tão bem, sendo tão sua amiga, que sabe que talvez ele continue sendo sempre o mesmo, ainda que com uma pessoa diferente ao lado. E é isso que faz com que ela possa seguir adiante sem pensar nele, porque ela o conhece e sabe que aquele seu amigo garanhão e bacana não seria nada bacana se fosse mais que um amigo. Então ela deseja que seja sempre assim, menos que um amigo, e talvez, esteja tudo bem, talvez esteja tudo melhor, talvez esteja tudo tranquilo. Mas é "talvez", ela não pode garantir mais nada.
Adaptado de : Palavras ao vento cmm.

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